Existem muitos argumentos que os vegetarianos usam para justificar essa opção dietética. Os mais populares são os de caráter ético, religioso e político. Entretanto, creio que o o argumento mais sedutor nesse sentido seja o biológico, pois é o único que não é medido pelas forças tendenciosas próprias de nosso tempo. Os argumentos da biologia não têm público-alvo a agradar nem interesses a atender.
Observando-se alguns mamíferos, é possível perceber nitidamente que o homem é vegetariano:
1) Os homens vieram dos macacos; os macacos são vegetarianos; logo, os homens também o são.
2) Carnívoros têm caninos, dentes cônicos e pontiagudos que servem para rasgar carne. São ausentes nos humanos, que têm molares – dentes para mastigar raízes.
3) Humanos possuem o apêndice, órgão existente em diversos herbívoros, como bois, koalas e macacos. Darwin propôs que o apêndice, ancestralmente, teria a finalidade de digerir folhas:
“The cecum of the koala is very long, enabling it to host bacteria specific for cellulose breakdown. Human ancestors may have also relied upon this system and lived on a diet rich in foliage. As people began to eat more easily digested foods, they became less reliant on cellulose-rich plants for energy. The cecum became less necessary for digestion and mutations that previously had been deleterious were no longer selected against.”
Buscar uma correlação dessa informação com a quantidade de pessoas que têm seus apêndices removidos através de cirurgia não me parece absurda, afinal, praticamente todos tem 3 ou 4 conhecidos que já tiveram apendicite. Seria essa mudança dietética responsável por parte dessas apendicites, ou esta é uma doença corriqueira, como se fosse um “defeito de fabricação” do homem?


