Vagão restaurado

Vagão de passageiros restaurado da EFSPRG

Baldwin Locomotive Works

Brasão com o número de série de locomotiva a vapor.

Malha ferroviária mal utilizada faz governo rever concessões

Matéria muito boa retirada integralmente do excelente Estadão:

Empresas estão mapeando ferrovias consideradas viáveis e poderão devolver trechos que não estão em operação

Renée Pereira – O Estadao de S.Paulo

Doze anos depois do início das privatizações, o Brasil se prepara para pôr em prática um novo acordo geral no setor ferroviário que envolve melhor uso da malha existente e extensão dos prazos de concessão das empresas. As mudanças começaram a ser desenhadas após um estudo sobre a ocupação das estradas de ferro do País.

O resultado mostrou que, além de pequena (28 mil quilômetros), boa parte da malha é subutilizada. “Apenas 10% das ferrovias (3 mil km) estão plenamente ocupadas”, diz o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. Outros 7 mil km estão sendo usados abaixo da capacidade e 18 mil km são subutilizados.

Um dos principais objetivos das mudanças é pôr em operação trechos abandonados ou com baixa ocupação. A pedido da ANTT, as empresas – que faturam mais de R$ 12 bilhões por ano – estão mapeando as ligações subutilizadas de sua área de atuação. As concessionárias terão a opção de continuar com os trechos ou devolvê-los ao governo.

Se permanecerem com a concessão, terão de fazer um trabalho de recuperação da malha e deixá-la apta para o transporte, avisa Figueiredo. “O que não podemos é permitir que trechos continuem abandonados, enquanto há demanda forte pelo transporte ferroviário.”

Para ele, algumas áreas podem não ser viáveis para carga, mas podem ser atrativas para o transporte de passageiro ou turismo. É o caso da ligação João Pessoa (PB) – Natal (RN). “O turismo lá é forte, há um resort próximo. A malha poderia ser usada para fins turísticos. Se a empresa não quiser explorar esse tipo de serviço, ela pode devolver para o governo e ele resolve o problema fazendo nova concessão ou não.”

Em São Paulo há dois trechos abandonados em negociação entre a ANTT e a América Latina Logística (ALL), a maior concessionária do País. Trata-se da ligação Panorama-Bauru e Cajati- Santos. Em ambos, diz Figueiredo, empresas procuraram a agência para reivindicar acesso ao transporte. “Precisamos resolver essa situação.”

ATRATIVIDADE

O presidente da ALL, Bernardo Hees, diz que já providenciou estudos de viabilidade para avaliar a atratividade das duas linhas. Mas afirma que a empresa tem interesse em recuperar outras ligações, como é o caso de Piracicaba (SP). “Sempre consideramos que algum trecho que hoje não tem viabilidade um dia se tornará atraente”, negando a possibilidade de devolver áreas para o governo.

Hees diz que a concessionária está concluindo a reativação de 23 km no Rio Grande do Sul, entre Santa Rosa e Giruá. A recuperação dos trilhos permitirá aos produtores da região acessar o Porto de Rio Grande.

Para ele, a repactuação entre concessionárias e agência é extremamente positiva para o futuro do setor. “Mal ou bem, há uma série de questões no contrato de concessão que estão defasadas. Trabalhar a recuperação de trechos de baixa densidade pode significar mais carga para as empresas.”

Mesma percepção tem o diretor de Comercialização e Logística da Vale, Marcelo Spinelli. A Vale, que detém a concessão de três ferrovias, também tem trechos abandonados. Um deles é a ligação Mariana-Campos, entre Minas e Rio de Janeiro. No passado, a Ferrovia Centro-Atlântica, controlada pela Vale, cogitou devolver o trecho. Mas voltou atrás. Agora, prepara estudo da área.

Outra medida que forçará as empresas a explorarem novas áreas é a fixação de metas (de produção) por trechos, não mais por áreas de concessão. “A medida vai obrigar as concessionárias a trabalhar mais em algumas áreas ou devolvê-las”, diz Figueiredo.

Para Spinelli, além da reativação da malha, a definição do direito de passagem vai estimular a competitividade. O mecanismo permite que qualquer operador use a malha do concorrente, pagando pedágio. Hoje, usa-se só o tráfego mútuo. Nesse caso, quando a empresa entra na malha de outra precisa usar a locomotiva da dona da ferrovia. “É claro que a medida não vai agradar a todo mundo, mas é necessária.”

América Latina Logística na mira da PF

Não foi feito um levantamento do patrimônio ferroviário quando o sistema foi privatizado“, o que facilitou o suposto desvio de conduta da ALL.

Ferrovia do Contestado abandonada

Plano Altimétrico

Eis a altimetria desta viagem. No primeiro dia teremos uma boa subida por 48km até as coisas ficarem niveladas. Daí pra frente é um declive suave, daqueles que nem se sente quando se pedala.

Viagem de Ferrobicicleta

Em 17 de Dezembro de 2010 o trecho catarinense da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande completará 100 anos. A ferrovia serviu ao Brasil por anos, até ser completamente desativada em 1997 pela América Latina Logística com base na falta de atratividade financeira do trecho.

EFSPRG em Ibicaré, SC

Para marcar a data, e tentar entender o porquê de sua desativação, vamos percorrer o trecho catarinense da ferrovia de ferrobicicleta – uma bicicleta adaptada para andar nos trilhos do trem -, de Porto União a Marcelino Ramos.

Novo blog

Agora que minhas férias judiciárias terminaram, novas atribuições no serviço e um recém-nascido me tomam completamente, de modo que a continuação do Emplastro está comprometida. Aceitamos doações para dar prosseguimento aos nossos bons serviços à comunidade.

Estarei agora escrevendo em um novo projeto pessoal, o Bikonomics.